Control+Alt+Del

 

A recente conferência TOC (Tools of Change) em Frankfurt apresentou a habitual sequência de palestras em que se mostram possibilidades assombrosas do digital para a publicação e que suscitam dúvidas e a costumeira ansiedade nas editoras estabelecidas — como poderemos nos adaptar?

A palestra de Mitch Joel, canadense expert em marketing digital destacou-se ao partir de uma perspectiva diferente — dê um control+alt+del [“command+option+esc” para o povo Mac].  Não tente se adaptar; não tente trazer suas práticas do livro impresso ao mercado digital. Pense do zero. Queime seus navios. Nada será como antes. O consumidor de hoje é diferente do de ontem — literalmente.

 

 

Algumas ideias e provocações que valem o destaque:

“Pode parecer assustador ou radical… essa é uma oportunidade equivalente à revolução de Gutenberg. Em dez anos, as pessoas vão perguntar o que você fazia nesse época sensacional. O presente.” […] “As editoras estão entrando no mundo digital a contragosto, esperneando. Elas agora podem vender qualquer coisa a qualquer pessoas, e estão lutando contra isso!”

“As pessoas estão lendo mais, porque é mais simples. Trata-se de dar ao consumidor o que ele quer, quando ele quer.” “O consumidor não se interessa por tecnologia — se interessa pela simplificação”.

[Paradoxalmente] “o marketing na era digital não vai ser sensível à anúncios e comunicação corporativa — vai depender do pessoal, as compras serão feitas por recomendação de pessoas de verdade, acessáveis em seu telefone.”

“Não é papel do leitor ir até o Facebook e curtir a página da editora, mas que são as editoras que devem ficar amigas de seus leitores.”

“As megalivrarias têm controle demais sobre os produtos que vendem. De quem é o livro, afinal? Da editora ou da livraria? As editoras inteligentes vão estabelecer uma ligação direta com o leitor.”

“Editor: sua prioridade absoluta agora é aproveitar a oportunidade e estabelecer uma relação direta com seu consumidor/leitor. Se você não o fizer, as megalivrarias farão. Se elas não fizerem, os autores farão.”

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