Posts Tagged ‘e-Reader’

O futuro da palavra escrita

 

Janete Murray

O Globo

Quando as pessoas se preocupam com o futuro do livro, pensam que não haverá mais lugar para sustentar discussões complexos ou criar obras de imaginação que expandam nossa capacidade de compreender as experiências uns dos outros. Os novos e-readers, no entanto, reduziram esses temores, ao mostrar que as tecnologias digitais podem ser um canal maior, mais rápido e mais barato de distribuição.

A nova mídia digital também nos oferece um modo alternativo de representação, que não é declaratório, mas interativo. Esse modo é a capacidade de representar o que desejamos, compartilhar, não apenas com uma sequência fixa de páginas de texto (ou de imagens em movimento), mas como um sistema dinâmico e interativo de comportamentos. À medidas que essas formas interativas se desenvolvem, elas não tomarão o lugar de livros e filmes, mas transformarão a ecologia da mídia, induzindo a mudança nas velhas formas.

Está claro agora que os livros não desaparecerão com o surgimento dessas categorias digitais, eles terão distribuição ainda maior, e estarão mais disponíveis, já que se apresentarão tanto na forma de bits compartilhados em rede quanto em tinta sobre papel. Mas trazer livros tradicionais para o formato digital nos conscientiza de como ueremos muito mais deles do que as versões de papel podem oferecer. Queremos que sejam mais portáteis, anotáveis, buscáveis e mais ligados ao mundo dos artefatos de mídia com que se relacionam: filmes, bancos de dados, mapas, considerações do autor e citações de outros autores. O futuro dos livros envolverá o desenvolvimento de formatos e gêneros mais dinâmicos para satisfazer os desejos despertados por sua chegada ao domínio digital. Algo que perturbará os que têm o fetiche do livro tradicional, mas que vai preservar  e expandir a função central dos livros: criar um foco de atenção sustentada e compartilha que aprofunda nosso conhecimento do mundo e dos outros.

O fim do papel? Autores debatem futuro dos livros digitais

 

GUILHERME FREITAS

Prosa online

Tema de uma série de debates na 15ª Bienal do Rio e preocupação constante do meio editorial nos últimos anos, o debate sobre o futuro — e sobretudo o presente — das novas tecnologias de leitura e difusão de livros ganhou espaço nesta sexta-feira também na programação do Café Literário. A mesa “Apresentando o livro digital” reuniu a pesquisadora Giselle Beiguelman e os editores Carlo Carrenho e Daniel Pinsky, com mediação da jornalista Cristiane Costa, para tentar jogar luz sobre um momento em que há mais apostas e previsões do que certezas.
Professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, Giselle Beiguelman trabalha com suportes digitais de leitura há mais de uma década e foi uma das primeiras autoras no país a publicar um estudo sobre o tema, “O livro depois do livro” (1999). Ela criticou as “previsões apocalípticas” sobre o fim dos livros de papel (“Já se pode fazer uma história da morte e ressurreição do livro”) e desenhou um cenário em que as novas tecnologias não substituirão as antigas, apenas as complementarão.
– O livro de papel é a tecnologia mais estável já criada no campo cultural, continua o mesmo há mais de mil anos. O e-book não é só a versão digitalizada do livro de papel, ele vai criar um espaço para si. Livros são, desde sempre, máquinas de leitura em torno da qual se organizam uma série de práticas culturais. O que o livro eletrônico faz é abrir um novo espectro de práticas desse tipo – disse Giselle, citando aparelhos que fazem uso das redes sociais, telas de touch screen e projeções para “tornar mais complexo e interessante o ato de leitura”.
Criador do boletim “Publishnews”, dedicado ao mercado editorial brasileiro, Carlo Carrenho assinalou a discrepância entre a situação nos Estados Unidos hoje, onde a participação dos livros digitais no mercado cresceu de 1% em 2008 para 20% atualmente, com do Brasil, onde, assim como no resto do mundo, essa parcela continua incipiente. Diretor-executivo da Singular, unidade de impressão sob demanda da Ediouro, ele observou que essas tecnologias abrem caminho para que autores publiquem seus livros sem passar pelo crivo de editores. Para alguns críticos, esse processo pode banalizar o meio literário, mas Carrenho discorda:
– Quando Gutemberg inventou a imprensa, a nobreza europeia tinha a mesma preocupação. Um juiz de Florença chegou a dizer que a pena do monge era a esposa, e a imprensa, a prostituta, porque vulgarizava os livros. Hoje há muitos monges florentinos no mercado editorial, mas não podemos temer a democratização – disse Carrenho.
Sócio-diretor da Editora Contexto, Daniel Pinsky defendeu que as maiores possibilidades de autopublicação só aumentam a importância dos editores.
– Há uma grande diferença entre publicar e editar. Comas tecnologias digitais, publicar ficou muito fácil. Mas editar é uma atividade que envolve várias funções, de ajudar o autor a melhorar o livro a definir pontos de venda. Mesmo num cenário em que qualquer um possa publicar seus livros, os editores sempre serão terão um papel fundamental.
Livro digital vai decolar no Brasil quando for melhor difundida a internet em banda larga, tablets mais baratos, e investimento maior das editoras, que por enquanto ainda têm receio dos e-books, principalmente pelo risco maior de pirataria no meio digital. Mas acredita que a partir de 2013 os livros digitais vão representar uma parcela grande do mercado.

Kindle @author traz o autor de volta aos leitores

 

Um dos clichês dos cursos de literatura — “Para quem escreve o autor?” — pode deixar de ser uma pergunta estritamente retórica. O leitor, essa figura abstrata lá na outra ponta da cadeia do livro, pode ganhar nome e rosto e tornar-se amigo (no sentido Facebook da palavra) do escritor.
A distância ainda é imensa, mas a Amazon começou a apresentar o leitor a seu autor e vice-versa.  O Kindle, desde o último domingo (30 de agosto), permite que os leitores selecionem um trecho qualquer de um e-book e se dirijam ao escritor — tecendo um comentário, tentando esclarecer uma dúvida, rasgando um elogio. É o recurso @author, que está em fase de testes, restrita a 15 escritores.

A lista não é empolgante. Não espere que Coetzee, que não aceitou ser entrevistado na Flip, vá se dispor a esclarecer quem é o pai do filho de Lucy, em Desonra. Dentre os bois de piranha do projeto @author, lançados à curiosidade dos leitores estão o escritor de suspense-cristão (!) Ted Dekker, o filho desnaturado porém rico Robert Kiyosaki e o indie bestseller no Kindle John Locke. Nem tudo é desalento: Steve Johnson, do instigante e recém lançado De onde vêm as boas ideias está às ordens para o leitor desinibido.

Boatos no twitter dão conta de que o serviço, mal começou e já pode ser abatido. Como era de se esperar, a incidência de trolling é avassaladora, com muita gente debochando, ofendendo e ameaçando seu escritor. O que era para acabar as barreiras pode tornar-se mais um muro, de pichações.

E você, o que diria ao autor do livro que está lendo?

[Comente, no campo abaixo, ou por aqui. As melhores respostas vão ser reunidas em um outro post]

 

Admirável livro novo

 

Cristiane Costa

Bravo

A QUARTA TELA

A revolução que torna incerto o futuro do livro questiona a noção de autoria, abala as bases da indústria editorial e muda as formas de leitura já é chamada pelos especialistas de Quarta Tela – as três primeiras são a da televisão, a do computador pessoal e a do telefone celular. A quarta tela com que vamos nos acostumar a interagir diariamente será a do tablet. O iPad é a estrela desta nova geração de computadores, mas nem de longe a única. Calcula-se que ele dividirá o mercado com pelo menos 50 modelos nos próximos meses.

Tablets têm uma série de vantagens sobre os dispositivos que apenas exibem textos digitalizados, como os pioneiros Kindle, da livraria Amazon, e o nook, da livraria Barnes & Noble, além de sua tela colorida. “Ele abre uma nova gama de experiências que ultrapassa a da leitura do livro impresso”, afirma o brasileiro Julius Wiedemann, editor-chefe da área de design da Taschen, que já testa um programa para simular livros de arte no novo e-reader, com direito a multimídia e interatividade. “Vivemos uma mudança radical de paradigma”, acredita. Opinião parecida tem o editor da revista americana Wired, Chris Anderson. “Daqui a 10 anos vamos ver que este foi um momento significativo”, afirmou numa conferência em São Francisco em março, quando apresentou um vídeo com a versão da revista, uma espécie de bíblia das novas tecnologias, para o iPad.

A verdade é que, até o mês passado, e-readers eram suportes eletrônicos para livros comuns, e os e-books não passavam de versões digitalizadas de textos produzidos para serem impressos. Mas, de agora em diante, o livro – assim como os jornais e revistas – pretende ser muito mais do que um texto adaptado para o novo formato. Nascidos digitais, os novos livros podem prescindir da leitura linear, integrar-se à internet, misturar palavra, vídeo, foto, som e animação, e literalmente explodir em 3D nas telas. Neste novo universo, real e virtual não são mais mundos separados. Os novos livros poderão ainda ser reescritos por seus leitores, em experiências interativas e colaborativas que colocam em questão o conceito de autoria e propriedade intelectual.

O CHEIRINHO DO LIVRO

Ainda é cedo para medir o impacto na criação narrativa dessa literatura sem papel. O livro eletrônico poderia desenvolver novas formas expressivas — assim como o livro impresso possibilitou o boom do romance, e a câmera filmadora a explosão do cinema? Boa parte das obras produzidas no novo formato ainda é experimental. No entanto, as editoras comerciais já começam a fazer suas próprias experiências. A Penguin e a Macmillan colocaram na rede vídeos mostrando como seus livros serão reinventados, ganhando recursos interativos e multimídia, espaço para comentários, mecanismos de busca e comunidades virtuais de leitores para trocar ideias.

Segundo o executivo-chefe da Penguin, John Makinson, a editora criará grande parte de seu conteúdo digital em HTML (linguagem para escrever páginas da internet) em vez do formato ePub, usado nos livros eletrônicos. “A própria definição de livro está aberta”, acredita. De fato, há dúvidas sobre como classificar as obras produzidas a partir das estratégias narrativas abertas pelas novas tecnologias. Seriam livros ou alguma forma nova, que já é chamada de transmídia, que conviverá em separado com o mercado editorial tradicional, como a televisão adquiriu uma linguagem diferente do cinema?

Apesar de toda essa excitação, não faltam leitores que não pretendem abandonar o papel por nada. Seus argumentos são pertinentes. Ler num computador não é tão confortável como ler uma obra impressa (por outro lado, uma biblioteca inteira cabe num levíssimo e-reader). É difícil ler na tela porque os olhos se cansam da luminosidade (aparentemente não os das novas gerações, habituadas às telas do computador). As baterias acabam, enquanto livros duram quase uma eternidade (em compensação os livros impressos não podem ser baixados para o seu e-book quando se está há horas esperando na antessala do médico). Para praticamente todo argumento contra um tipo de livro há um a favor.

Resta o insubstituível “cheirinho do livro”. Para quem não abre mão dele, uma história divertida é a relatada pelo historiador americano Robert Darnton em A Questão dos Livros: Passado, Presente e Futuro, que sai no Brasil em maio. Conta que uma pesquisa com estudantes constatou que 43% deles consideravam o cheiro uma das maiores qualidades dos livros. E a única que aparentemente não poderia ser suplantada pelos livros eletrônicos. Mas uma editora online, a CaféScribe, já apareceu com uma solução: oferecer um adesivo para ser colado em seus computadores com um aroma similar.

Especialista na história do livro, Darnton mostra que o livro impresso é também uma tecnologia de leitura, que já desbancou outras, no passado: os rolos de pergaminho e as obras manuscritas, mesmo que sob severos protestos de seus defensores. Nesta área, as mudanças têm sido cada vez mais rápidas. “Da descoberta da escrita até o codex (o formato atual do livro), passaram-se 4.000 anos; do codex à tipografia, 1.150 anos; da tipografia para a internet, 524 anos; da internet para os mecanismos de busca, 17 anos; deles para o Google, 7 anos; e quem sabe o que estará ali na esquina ou vindo na próxima onda?”, pergunta.

Com ou sem cheirinho, os e-readers prometem revolucionar os hábitos de leitura, assim como o codex fez com os rolos de papiro. Em vez de duas páginas lado a lado, teremos uma única, que também servirá para exibir vídeos, acessar a internet e nos comunicar com os amigos. Podemos retomar o hábito de fazer anotações nas margens, sublinhar e usar etiquetas virtuais (tags) para catalogar o que nos interessa. Em vez de comprar livros, poderemos baixá-los numa livraria virtual imediatamente – e talvez impulsivamente, porque o preço será bem menor. Será muito simples buscar palavras-chave num grande volume de textos e assim destrinchar em poucos minutos a obra de um grande pensador sobre determinado assunto. Ou mesmo de vários pensadores ao mesmo tempo. Vamos poupar muitas árvores de serem abatidas à toa, para a publicação de livros sem importância. Mas qual será o custo disso para o universo da leitura tal como conhecemos hoje?

O tempo dirá quem vai pagar a conta.

CROWDSOURCING
Elaboração dos mais diversos conteúdos de maneira coletiva. O desenvolvimento de ferramentas interativas e o sucesso do twitter deu novo fôlego às experiências colaborativas em rede na área acadêmica e literária.

APLICAÇÕES
A enciclopédia virtual Wikipédia é um exemplo de narrativa colaborativa: em vez de especialistas contratados, quem escreve os verbetes são os leitores. Na wikiliteratura, eles também são convidados a contribuir para o desenvolvimento da história.

TÍTULOS
De olho no fenômeno, a editora americana Penguin criou o projeto A Million Penguins, que chamou de exercício de escrita criativa colaborativa com base no twitter. Nela, todas as contribuições podem ser editadas, alteradas ou removidas pelos colegas. E a BBC Audiobooks convidou o escritor Neil Gaiman para dar o pontapé inicial de um conto com uma frase de 140 caracteres, complementado depois pelos seguidores cadastrados.

INTERATIVIDADE
Total. A própria ideia de autoria se desfaz nestes projetos baseados no conceito de inteligência coletiva.

FICÇÃO HIPERTEXTUAL
Também chamada de ficção não-linear, permite que o texto tome vários caminhos e até ter vários finais possíveis. Não nasceu na internet, mas ganhou impulso nela pela facilidade de criar hiperlinks, que possibilitam navegar pela história.

APLICAÇÃO
Tem grande aplicação na literatura, adequada para a criação de nova narrativas não-lineares, ou na adaptação de já existentes, como O Jogo da Amarelinha, de Júlio Cortázar.

TÍTULOS
Alguns dos mais interessantes exemplos podem ser consultados na Biblioteca Cervantes Virtual, sob a rubrica hipernovela. Vale conferir títulos como Condições Extremas, de Juan B. Gutierrez.

INTERATIVIDADE
Pode ser de dois tipos: explorativa e construtiva. Na primeira, o autor define os rumos da história, mas permite ao leitor decidir seu trajeto de leitura. Na segunda, o leitor pode inclusive modificar a história.

HIPERMÍDIA
Narrativa que faz uso de texto, áudio, animações e vídeo para contar uma história ou desenvolver uma tese. A hipermídia não é a mera reunião da várias mídias, mas sim a fusão delas numa nova narrativa.

APLICAÇÃO
Permite que várias mídias sejam integradas e formem uma nova linguagem, com sua própria gramática. Já imaginou um livro como A Volta ao Mundo em 80 dias usando o Google Maps? É útil também em ensaios – um livro sobre a ópera, por exemplo, pode trazer imagem e áudio das encenações.

TÍTULOS
O premiado Alice Inanimada, produzida por Kate Pullinger e Chris Joseph, é um romance que utiliza uma combinação das várias mídias. Durante dez episódios vemos a menina sair de uma região remota da China para se tornar uma designer de jogos.

INTERATIVIDADE
Nem sempre é necessária. O leitor pode simplesmente acompanhar a história da forma como ela é narrada. Ou eventualmente jogar com ela.

FAN FICTION
Obra de ficção criada por fãs com base em personagens de livros, filmes, mangás e animações consagradas. Sem se importar com direitos autorais, os fãs podem também tomar emprestadas situações das histórias originais.

APLICAÇÃO
Criado para diversão, o gênero também tem um potencial didático que já foi descoberto por professores de português. Em sala de aula, pode-se criar fan fictions de obras clássicas – inventado mais peripécias, por exemplo, para Leonardo Pataca, protagonista de Memórias de um Sargento de Milícias, de Manuel Antônio de Almeida.

TÍTULOS
Embora os primeiros blogs sejam dedicados a aventuras inspiradas pela série Harry Potter, de J. K. Rowling, há histórias baseadas em Senhor dos Anéis, de J. K. Tolkien, e em Eragon, de Christian Paolini, entre outros.

INTERATIVIDADE
Em sites, blogs, fóruns e redes de e-mail, um “autor” pode controlar um personagem, discutindo com os amigos os rumos da história.

GAMES
Modelo narrativo não-linear, que leva o leitor a “jogar” uma história, em vez de acompanhar passivamente a trama arquitetada por um autor.

APLICAÇÃO
Atraente especialmente para o público juvenil, acostumado a interagir com videogames. Os educadores já estão de olho no potencial do formato para atualizar os livros didáticos. Já pensou estudar Geografia procurando um tesouro nos Andes?

TÍTULOS
Em 2008, a editora americana Scholastic publicou o primeiro livro da série The 39 Clues – lançado no Brasil pela Ática. Escrito por Rick Riordan, autor de Percy Jackson & Os Olimpianos, o livro entrou imediatamente nas listas de mais vendidos nos Estados Unidos.

INTERATIVIDADE
No caso de The 39 Clues, um website, figurinhas colecionáveis, quebra-cabeças, jogos on-line ajudam o leitor-jogador a seguir as pistas que revelam o passado da família Cahill e de personagens históricos, como Benjamin Franklin e Anastasia Romanov.

REALIDADE AUMENTADA
Marcada com um código especial, uma página de livro exibe objetos tridimensionais na tela do computador quando colocada em frente à webcam. São imagens, sons e textos que acrescentam informações ao conteúdo impresso, numa mistura de mundo virtual e real.

APLICAÇÃO
Útil para livros infantis e enciclopédias, que poderiam trazer mapas, gráficos e objetos animados e em 3D.

TÍTULOS
As crianças que foram à Feira de Frankfurt em 2008 puderam se deliciar com as experiências da Metaio, uma empresa alta tecnologia alemã que apresentou os livros Aliens & UFOs. Este ano, as inglesas Salariya Book Company e Carlton lançaram títulos como O que Lola Quer… Lola Tem e Dinossauros Vivos!

INTERATIVIDADE
O que diferencia essa tecnologia dos pop-ups tradicionais (livros de papel em que as ilustrações são montadas em 3D) é que os objetos em 3D se mexem e acompanham o leitor, seguindo seus movimentos.

VOOK
Um livro em que a informação do texto é complementada com vídeo – algo parecido com o jornal Profeta Diário dos filmes de Harry Potter, em que as reportagens trazem, em vez de foto, personagens em movimento.

APLICAÇÃO
Útil para livros de receitas culinárias ou de ginástica, em que o leitor poderá ver os movimentos necessários em vídeo. Em ficção, contudo, seu uso é polêmico, por tirar do leitor o prazer de imaginar rostos e cenários.

TÍTULOS
Disponíveis hoje para iPhone e tablets – não para Kindle. Em ficção, Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carrol, e A Estranha História do dr. Jekyll e mr. Hyde, de Robert Louis Stevenson. Há ainda obras exclusivas para o formato, como Promessas, de Jude Deverauz.

INTERATIVIDADE
O leitor pode se conectar com o autor, acessar links úteis e comentar a história com seus amigos ou outros leitores nas redes sociais, como o Twitter e o Facebook.